À espera!
Livre e descomprometida, sentou-se no café deixando um rasto de liquido no chão. as àguas rebentaram e ela deixou-se ficar mirando a rua agitada do Largo do rato, sentada a uma mesa ainda por limpar dos clientes anteriores.
No meio dos gritos e dos frenéricos movimentos de pretenso auxílio a alguem que estava prestes a parir, helena avaliava que pelas 5 beatas no cinzeiro de 2 marcas diferentes, os clientes anteriores eram fumadores inveterados, que não eram exigentes com o pequeno almoço e que seu estilo de vida lhes retirava tempo a um tempo desde já limitado por eles.
Pediu um quarto de vigor, morno, e um palmier simples cortado ao meio. Solicitou também que retirassem o cinzeiro. Ainda replicou com um aceno de mão aborrecido ao " mas você está a dar à luz, não vê?".
Veio o pedido, e entre as pessoas que atónitas assistiam à cena, alguem decidiu que helena era louca e chamou o 112. Helena tomou o pequeno almoço e pagou logo que terminou, não deixou gorjeta - o palmier estava seco.
os empregados de côcoras analisavam o líquido para se certificar se ao final não seria urina. Mas não a mulher paria, de facto paria.
Abriu as pernas, fincou as mãos na cadeira e gritou de dôr. Lisboa parou. Quarta feira, Largo do Rato, 9 da manhã, lisboa calou-se com os berros e assistiu a um nascimento.
Meu filho, disse Helena com a criança ensaguentada nos braços, foi aqui que nasceste e eu sou a tua mãe e é aqui que tomo o pequeno almoço regularmente.
Embrulhado num pano de mesa, entrou na ambulancia ao colo da Mãe. Terminou a espera de Helena, começou a do André!
No meio dos gritos e dos frenéricos movimentos de pretenso auxílio a alguem que estava prestes a parir, helena avaliava que pelas 5 beatas no cinzeiro de 2 marcas diferentes, os clientes anteriores eram fumadores inveterados, que não eram exigentes com o pequeno almoço e que seu estilo de vida lhes retirava tempo a um tempo desde já limitado por eles.
Pediu um quarto de vigor, morno, e um palmier simples cortado ao meio. Solicitou também que retirassem o cinzeiro. Ainda replicou com um aceno de mão aborrecido ao " mas você está a dar à luz, não vê?".
Veio o pedido, e entre as pessoas que atónitas assistiam à cena, alguem decidiu que helena era louca e chamou o 112. Helena tomou o pequeno almoço e pagou logo que terminou, não deixou gorjeta - o palmier estava seco.
os empregados de côcoras analisavam o líquido para se certificar se ao final não seria urina. Mas não a mulher paria, de facto paria.
Abriu as pernas, fincou as mãos na cadeira e gritou de dôr. Lisboa parou. Quarta feira, Largo do Rato, 9 da manhã, lisboa calou-se com os berros e assistiu a um nascimento.
Meu filho, disse Helena com a criança ensaguentada nos braços, foi aqui que nasceste e eu sou a tua mãe e é aqui que tomo o pequeno almoço regularmente.
Embrulhado num pano de mesa, entrou na ambulancia ao colo da Mãe. Terminou a espera de Helena, começou a do André!
